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domingo, 12 de maio de 2013


Grupo 3 - Turma 2:
Andréia Cristina Nardello Ribeiro,
Andréia Cristina Garcia Calacina,
Ana Paula Casagrande Momesso,
Elaine Aparecida Mariano Simões,
Juliana Maria Gastaldi Redondo Mendes de Almeida,
Letícia Maria de Oliveira



Situação de Aprendizagem – Crônica Narrativa

Público Alvo – 6º anos

Objetivos: fazer inferências nos textos lidos; localizar informações;  estudar o gênero crônica narrativa; intertextualidade.

“ No aeroporto”  - Carlos Drummond de Andrade

- A partir do título: “No aeroporto” , de Carlos Drummond de Andrade, responda:  O que você acredita que será narrado no texto?

- Você já viu na televisão, revista, jornal etc., ou esteve em algum aeroporto? Saberia explicar o que  é, para seus colegas?

As imagens abaixo retratam o aeroporto Galeão e alguns pontos turísticos do Rio de Janeiro. Comente oralmente com seus colegas  sobre elas.








No aeroporto
Carlos Drummond de Andrade
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-lo a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras, e, a bem dizer, não se digne de pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. E o seu sistema.
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas boas intenções para com o mundo ocidental e oriental, e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.
Devo dizer que Pedro, como visitante, nos deu trabalho; tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou importuno. Suas horas de sono - e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia - eram respeitadas como ritos sagrados, a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém nós mesmos é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da tevê. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.
RESPONDA ORALMENTE:
 1) Por que será que Pedro tem horários, comidas, roupas, sabonetes e criados especiais?
Objetos que visse em nossa mão, requisitava-os. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis - porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada, sobre a razão íntima de seus atos.
2- A partir da descrição de Pedro no 3º parágrafo, pense e responda: Pedro seria uma visita bem desejada em sua casa? Por quê?
Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte? Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade - e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.
3- Como você imagina que seja Pedro? Descreva-o.
LEIA AGORA O ÚLTIMO PARÁGRAFO DO TEXTO
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.
4- Suas suposições se confirmaram ou não?
5- O final foi previsível ou surpreendente? Justifique.
Atividades:
- Reconte a história “ No aeroporto”, de Carlos Drummond de Andrade, em  história em quadrinhos.
 - Leia a notícia abaixo e a seguir faça o que se pede.


Ministro reconhece que obras do Galeão farão falta para usuário
Obras estão cinco meses atrasadas. Apenas 30% estarão prontas até JMJ e Copa das Confederações
Jornal do Brasil - Henrique de Almeida

A empresa que vencer a licitação para a concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, prevista para setembro, encontrará um aeroporto ainda em obras.
As reformas no Terminal 1 estão cinco meses atrasadas, e o próprio ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, reconheceu nesta segunda-feira (8), durante inspeção no aeroporto, que as obras inacabadas farão falta para os turistas que vierem para a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude no Rio:
"Se não fizesse falta, não estaríamos correndo e fazendo essas obras agora e nem fazendo essa licitação. O governo entende que o usuário precisa de qualidade de serviço", disse o ministro, irritado.
O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, admitiu a demora no projeto. "Foram muitas licitações, processo burocrático, os projetos não foram entregues a tempo e as obras atrasaram cinco meses. Para Jornada Mundial da Juventude e a Copa das Confederações, 30% das reformas estarão prontas. Mas até a Copa do Mundo tudo estará finalizado", garantiu Vale, otimista.
Até agora, estão prontas apenas cinco escadas rolantes, os elevadores do Terminal 1 e a área de check-in internacional do Terminal 2. 
- Que semelhanças e diferenças você encontra entre esses dois textos? Apresentam o mesmo tema?  Ele é abordado da mesma maneira? Justifique.
- Qual deles é escrito em linguagem literária? E não literária?
- De qual dos dois textos você mais gostou? Por quê?