quarta-feira, 15 de maio de 2013
Estratégias e recursos da aula
Primeira etapa:
Professor: apresente as imagens abaixo aos alunos e peça-lhes que observem com atenção a relação apresentada entre os personagens. Solicite que façam o levantamento de hipóteses sobre o tema da aula (Amor) e justifiquem essas hipóteses levantadas.
http://universohq.com/quadrinhos/2008/imagens/LOVE_BAMBAM-e-PEDRITA.jpg
http://universohq.com/quadrinhos/2008/imagens/LOVE_ZE-CARIOCA-e-ROSINHA.jpg
http://universohq.com/quadrinhos/2008/imagens/LOVE_TINA.jpg
Após os alunos levantarem as hipóteses, esclareça que a aula tratará de obras, textos, mídia… com o tema amor.
- Providencie uma cópia do texto abaixo para os alunos
Texto I
Meu Primeiro Beijo
Antonio Barreto
É dificil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era "o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim...
Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos:
" Você é a glicose do meu metabolismo.
Te amo muito!
Paracelso"
E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher...E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar.
No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo:
- Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? - Fiz cara de desentendida.
Mas ele continuou:
- Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. - Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos:
- A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânica; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias...
Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos.
E de reperente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto , juntos, o abismo do primeiro beijo.
Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por vária semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram...e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!
BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. p. 134-6.
- Peça aos alunos que façam uma leitura silenciosa do texto e depois leia-o você em voz alta para que eles ouçam.
- Faça, oralmente, as seguintes perguntas aos alunos:
Vocês já conheciam esse texto?
O que acharam dele?
Qual o tema tratado no texto?
A seu ver, qual o público alvo desse texto? Explique.
- Após esse pequeno debate, entregue aos alunos uma cópia das atividades propostas abaixo.
Exercícios:
1.O texto que você leu faz parte da obra Balada do primeiro amor, de Antonio Barreto. Nele, a protagonista é uma adolescente, Larissa, que no trecho lido conta um momento importante de sua vida.
a) Que momento é esse?
b) Quando e onde aconteceu?
c) Com quem ela viveu essa experiência?
d) Qual o ponto de vista da narrativa: primeira ou terceira pessoa? Justifique com trechos do texto.
e) Qual o efeito causado por essa escolha do ponto de vista?
- Professor: na última pergunta, espera-se que o aluno perceba que, ao contar uma história em primeira pessoa, o autor consegue exprimir mais veracidade e mais emoção.
2. Releia o texto e procure pistas que o ajudem a responder as questões abaixo.
a) O que faz o menino ser chamado de “Cultura Inútil” e “Culta”? Justifique sua resposta.
b) Quanto tempo se passou entre o recebimento do bilhete e o primeiro beijo? Justifique.
3.Como você pode constatar, no primeiro parágrafo, a narradora muda de opinião a respeito da experiência do primeiro beijo.
a) Qual é o primeiro julgamento que ela faz? Retire do texto um trecho que ilustre sua resposta.
b) E o segundo julgamento? Ilustre também com um trecho do texto.
4. Aponte mudanças que ocorreram com a narradora-personagem em relação ao menino.
5. Que estratégia o menino usou para que a menina mudasse seu comportamento em relação a ele?
6. Releia “(...) tínhamos transposto, juntos, o abismo do primeiro beijo.” A expressão em negrito contém uma figura de linguagem.
a) Que figura é essa?
b) A que se refere essa figura?
7. O que o trecho “(...) as contas do telefone aumentaram, depois diminuíram...” quer dizer?
8. Que opção melhor retrata o tratamento dado ao sentimento amor no texto?
a) O amor infinito, disposto a enfrentar qualquer barreira.
b) O amor como sentimento não correspondido, vivido e sofrido por apenas um ser.
c) O amor como descoberta feita por dois seres, que vão tirando lições das histórias vividas.
d) O amor idealizado, perfeito, fruto de uma paixão ardente que nunca se acaba.
9. No texto, não fica claro qual o desfecho da narrativa. A seu ver, como terminou essa história?
- Dê tempo para que os alunos façam as atividades e depois corrija esses exercícios oralmente. Ouça as respostas dadas por eles e complete-as, caso necessário.
Segunda etapa:
- Professor: retomando o texto lido anteriormente, destaque com os alunos os elementos da narrativa.
- Apresente para os alunos (em transparências, cópias de textos ou mesmo no quadro) as seguintes teorias.
“A narração é um relato centrado num fato ou acontecimento; há personagens a atuar e um narrador que relata a ação. O tempo e o ambiente (ou cenário) são outros elementos importantes na estrutura da narração.O enredo, ou trama, ou intriga, é, podemos dizer, o esqueleto da narrativa, aquilo que dá sustentação à história, ou seja, é o desenrolar dos acontecimentos. Geralmente, o enredo está centrado num conflito, responsável pelo nível de tensão da narrativa; podemos ter um conflito entre o homem e o meio natural (como ocorre em alguns romances modernistas), entre o homem e o meio social, até chegarmos a narrativas que colocam o homem contra si próprio (como ocorre em romances introspectivos).”
Fonte: http://lportuguesa.malha.net/content/view/42/1/
- Relembre o texto lido ( Meu Primeiro Beijo, de Antonio Barreto) e peça que os alunos, oralmente, indiquem o enredo do trecho, destacando o conflito apresentado.
- Apresente então outra parte da teoria.
“Os seres que atuam, isto é, que vivem o enredo, são as personagens. Em geral a personagem bem construída representa uma individualidade, apresentando, inclusive, traços psicológicos distintos. Há personagens que não representam individualidades, mas sim tipos humanos, identificados antes pela profissão, pelo comportamento, pela classe social, enfim, por algum traço distintivo comum a todos os indivíduos dessa categoria. E há também personagens cujos traços de personalidade ou padrões de comportamento são extremamente acentuados (às vezes tocando o ridículo); nesses casos, muito comuns em novelas de televisão, por exemplo, temos personagens caricaturais.”
“O ambiente é o espaço por onde circulam personagens e se desenrola o enredo.”
Fonte: http://lportuguesa.malha.net/content/view/42/1/
“Toda narrativa tem uma duração, ocorre num certo segmento de tempo. O tempo da narrativa envolve várias dimensões: os acontecimentos podem ser narrados de forma mais ou menos rápida, em diferentes ordens temporais (cronológicas ou não); cobrindo períodos longos ou curtos de tempo; localizados em diferentes épocas e assim por diante.”
Fonte: Português: Língua e Cultura, Volume Único - Carlos Alberto Faraco – 1ª edição. Editora: Do Brasil - Ano: 2003
- Professor: peça que os alunos pontuem, oralmente, tais elementos apresentados no texto lido. Para isso faça perguntas como:
Quais os personagens envolvidos no texto lido Meu Primeiro Beijo ?
No texto, há personagens secundários?
Pontue alguns traços psicológicos notados nos personagens.
Em que espaço se dão os acontecimentos?
O tempo da narrativa é apresentado de forma cronológica ou não? A trama cobre um período longo ou curto de tempo?
- Peça sempre que os alunos justifiquem suas respostas. Quando for pertinente, solicite-lhes que destaquem trechos do texto que ilustrem as respostas dadas.
- Professor: acesse o link abaixo e passe o vídeo para os alunos assistirem em aula. Se preferir, leve-os até a sala de informática para que eles mesmos acessem o vídeo na internet.
Link para baixar o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=3LUH8ovUAF0&feature=related
Texto II
Eduardo E Mônica
Legião Urbana
Composição: Renato Russo
Quem um dia irá dizer/Que existe razão?/Nas coisas feitas pelo coração?/E quem irá dizer/Que não existe razão?/Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar/Ficou deitado e viu que horas eram/Enquanto Mônica tomava um conhaque/No outro canto da cidade, como eles disseram.../Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer/E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer.../Um carinha do cursinho do Eduardo que disse:/"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir/"Festa estranha, com gente esquisita/"Eu não 'to' legal, não aguento mais birita/"E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais/Sobre o boyzinho que tentava impressionar/E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa/"É quase duas, eu vou me ferrar.../"Eduardo e Mônica trocaram telefone/Depois telefonaram e decidiram se encontrar/O Eduardo sugeriu uma lanchonete,/Mas a Mônica queria ver o filme do Godard/Se encontraram então no parque da cidade/A Mônica de moto e o Eduardo de camelo/O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar/Mas a menina tinha tinta no cabelo/Eduardo e Mônica era nada parecidos/Ela era de Leão e ele tinha dezesseis/Ela fazia Medicina e falava alemão/E ele ainda nas aulinhas de inglês/Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus De Van Gogh/ e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud/E o Eduardo gostava de novela/E jogava futebol-de-botão com seu avô/Ela falava coisas sobre o Planalto Central/Também magia e meditação/E o Eduardo ainda tava no esquema "escola, cinema,clube, televisão"./E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente/Uma vontade de se ver/E os dois se encontravam todo dia/E a vontade crescia como tinha de ser.../Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia/Teatro, artesanato, e foram viajar/A Mônica explicava pro Eduardo/Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar.../Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer/E decidiu trabalhar/E ela se formou no mesmo mês/Que ele passou no vestibular/E os dois comemoraram juntos/E também brigaram juntos, muitas vezes depois/E todo mundo diz que ele completa ela/E vice-versa, que nem feijão com arroz/Construíram uma casa há uns dois anos atrás/Mais ou menos quando os gêmeos vieram/Batalharam grana, seguraram legal/A barra mais pesada que tiveram/Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília/E a nossa amizade dá saudade no verão/Só que nessas férias, não vão viajar/Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação/Ah! Ahan!/E quem um dia irá dizer/Que existe razão/Nas coisas feitas pelo coração?/E quem irá dizer/Que não existe razão!
Disponível em http://letras.terra.com.br/legiao-urbana/22497/
- Distribua a letra da música para os alunos e proponha as seguintes perguntas que poderão ser realizadas oralmente ou por escrito:
O que há em comum entre a música ouvida agora e o texto lido Meu Primeiro Beijo? (Espera-se que os alunos percebam a semelhança na temática dos dois textos – amor, relacionamentos)
Podemos dizer que a música ouvida é uma narrativa? Por quê?
Quais os personagens apresentados na música?
O narrador é personagem ou observador? Justifique sua resposta.
Os acontecimentos narrados acontecem de forma mais ou menos rápida? A ordem é cronológica ou não? Cobrem um período longo ou curto de tempo?
A história se passa em um espaço delimitado? Destaque do texto trechos que se referem ao espaço.
Que fato deu origem à narrativa?
Fica claro na música o desfecho da narrativa? Qual é o desfecho?
A seu ver, a visão do amor aqui apresentada é a mesma do texto anterior? Justifique.
Assistir ao video clip da música acima com o propósito de comparar o video e a música
Terceira etapa:
-Distribua para os alunos o texto abaixo.
Texto III
TRAGÉDIA BRASILEIRA
Manuel Bandeira
Misael, funcionário da Fazenda, com 63 anos de idade, conheceu Maria Elvira na Lapa, - prostituída, com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança empenhada e os dentes em petição de miséria.Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagou médico, dentista, manicura... Dava tudo quanto ela queria.
Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado.Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada disso: mudou de casa.
Viveram três anos assim.
Toda vez que Maria Elvira arranjava namorado, Misael mudava de casa.
Os amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bonsucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos...
Por fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e de inteligência, matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vestida de organdi azul.
Disponível em: http://www.plataforma.paraapoesia.nom.br/2005mbsil.htm
- Peça aos alunos que façam uma leitura silenciosa e depois sugira que cada um leia uma parte do texto.
- Após a leitura, ressalte a semelhança na temática desse texto com a dos demais textos trabalhados até agora. Peça que produzam e entreguem a você um pequeno texto tratando das diferenças e semelhanças do tratamento dado aos relacionamentos nos textos trabalhados. Solicite que apontem o texto que retrata melhor o amor vivido nos tempos de hoje.
- Após dar tempo para produzirem o texto solicitado, passe para eles as atividades propostas abaixo.
Atividades
Como você já sabe, um texto narrativo deve responder a algumas perguntas básicas:
O QUÊ? – o(s) fato(s) que determina(m) a história;
QUEM ? _ a personagem ou personagens;
COMO? _ o enredo, o modo como se tecem os fatos;
ONDE? _ o lugar ou lugares da ocorrência;
QUANDO? _ o momento ou momentos em que se passam os fatos;
POR QUÊ? _ a causa do acontecimento.
1.O texto que você acabou de ler é do tipo narrativo. Assim sendo, destaque os elementos pontuados acima:
•O quê?
•Quem?
•Como?
•Onde?
•Quando?
•Por quê?
2. "Convencionalmente, o enredo da narração pode ser assim estruturado:
•exposição (apresentação das personagens e/ou do cenário e/ou da época),
•desenvolvimento (desenrolar dos fatos apresentandos complicação e clímax) e
•desfecho (arremate da trama).
Entretanto, há diferentes possibilidades de se compor uma trama, seja iniciá-la pelo desfecho, construí-la apenas através de diálogos, ou mesmo fugir ao nexo lógico de episódios.Escritores (romancistas, contistas, novelistas) não compõem um texto estritamente narrativo. O que eles produzem é um tecido literário em que aparecem, além da narração, segmentos descritivos e dissertativos.As narrativas mais longas podem explorar mais detalhadamente as noções de tempo – cronológico (marcado pelas horas, por datas) ou psicológico (marcado pelo fluxo do inconsciente) – e de espaço (cenário, paisagem, ambiente).O envolvimento de várias personagens e os múltiplos núcleos de conflito em torno de uma situação também são comuns nas narrativas extensas.”
Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/4202/1/NARRACAO---TEORIAS-E-TEXTOS/Paacutegina1.html.
Quanto à estrutura da narrativa convencional, destaque do texto Tragédia Brasileira os seguintes trechos:
•a exposição
•o desenvolvimento
•o desfecho
- Professor: dê tempo para os alunos fazerem as atividades e depois as corrija oralmente. É importante que você leia com os alunos os trechos teóricos apresentados e vá explanando melhor, esclarecendo as dúvidas que forem surgindo.
Análise e discussão oral com a obra “O Beijo”
Pedir aos alunos pesquisa sobre outras obras de arte com o mesmo tema.
Recursos Complementares
Para mais informações, acesse:
http://educacao.uol.com.br/portugues/narrativa-literaria.jhtm
http://www.radames.manosso.nom.br/retorica/notlit.htm
http://blogs.abril.com.br/singrandohorizontes/2008/09/que-narracao.html
Avaliação
Professor: a avaliação deve ser feita ao longo das aulas, com a correção dos exercícios, observação da fixação dos conteúdos, desenvolvimento e envolvimento dos alunos durante o projeto.
Outra atividade avaliativa é a produção de um texto narrativo, conforme proposta a seguir:
•Após estudarmos três textos narrativos com a temática dos relacionamentos pessoais, chegou sua vez de produzir uma narrativa sobre o mesmo tema: relacionamento, amor, paixão. Para isso, pense em todos os elementos da narrativa estudados (enredo, personagens, tempo, espaço, exposição, desenvolvimento, desfecho) e mãos à obra. Não esqueça de revisar seu texto antes de entregá-lo ao professor.
Professor: corrija os textos e proponha a reescrita de acordo com as orientações dadas.
G3: Flávia, Débora, Andresa, Patrícia, Cristiane, Vânia.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Sequência Didática -2º Encontro - Texto: Avestruz
CURSO: MELHOR GESTÃO - MELHOR ENSINO
PARTICIPANTES: Gélcina de Freitas Solana Regonato, Valeria Ap. Gennari Ceschn, Marcela Manfio Passini Solange Ap. Machado e Ana Maria Cantizani e Amanda
Scavazza Silva
TEXTO: AVESTRUZ, MARIO PRATA
DIÁLOGO E REFLEXÕES
A Intenção é proporcionar uma reflexão mediada sobre a
amizade. A seguir alguns pontos da discussão:
·
Você já viu uma imagem de avestruz?
·
Que característica tem esse animal? Como é esse animal
·
Já conhece algum outro texto de Mario Prata?
Será feito um levantamento dos conhecimentos prévios dos
alunos por meio do título da crônica “Avestruz”,
possibilitando ao aluno fazer antecipações a respeito da história que será
lida, estipulando objetivos da leitura com a turma, a partir das questões:
·
Vocês acham Seria possível ter uma avestruz de
estimação?
·
Seria possível ter um avestruz no apartamento?
·
O que poderia acontecer nesta história com este
título?
( apresentar uma imagem de um avestruz com os
recursos disponíveis ao lançar o desafio
de uma tarefa para que pesquisem sobre a
vida desse animal
DURANTE A LEITURA
Fazer paradas estratégicas a fim de que eles façam
inferências, percebam características do gênero, conhecendo as palavras chaves
e ideias desconhecidas e realizando questionamentos acerca da das
personagens a partir das descrições do narrador.
DEPOIS DA LEITURA
·
Verificar se as hipóteses formuladas a partir da
reflexão inicial se confirmaram.
·
Promover uma análise geral do texto, apontando
as escolhas linguísticas : nome
científicos
·
Ler trecho do Gênesis para verificar a intertextualidade com esse
texto bíblico ( mas estabelecendo uma crítica em relação a afirmação de que
Deus teria errado na criação do avestruz por ele ser desajeitado e grande.
·
Observando que esta característica é própria dos
textos de humor.
·
Explorar características como as escolhas
linguístico-discursivas (menopausa/ gigolô/nome científico da ave)
·
da crônica, o suporte/ veículo de comunicação,
público leitor, escolhas linguísticas, dentre outras.
Atividades
diferenciadas
Orientação para dramatização:
Imaginar todas as situações das mais
inusitadas possíveis que possam acorrer
tendo um avestruz dentro do apartamento
com grupos heterogêneos no qual
aqueles com mais facilidade de escrita montem o texto e aqueles que necessitem
desenvolver a leitura e a oralidade encenem
tais situação/ Atividades extras de produção de um gênero já conhecido
como a notícia em que haja a produção de uma notícia e apresentação de um telejornal
APROFUNDAMENTO /
AVANÇO
O texto de Mario
Prata trabalha com a importância da persuasão: a criança só desiste quando a
personagem a convence que que o avestruz poderia comer times inteiros de futebol de botão e
principalmente chuteiras .
Outro aspecto importante que pode ser levantado é a
valorização da relação da criança com os animais, a importância da convivência
e respeito a os bichos e a sua natureza do
animal.
SUGESTÃO DE OUTROS
GÊNEROS TEXTUAIS COM A TEMÁTICA DA AMIZADE
Estatutos e Direitos dos animais (pouco lembrado na
escola)
FILMES: Betoween,
Marley e Eu e Madagascar abordam
a convivência com animais
Seqüência didática com o texto “O AVESTRUZ”
(Mario Prata)
Público Alvo: 9º
ano – 8ª série
Aulas previstas:
06
Conteúdos e temas: traços característicos da crônica narrativa.
Competências e habilidades: reconhecer características do gênero “crônica”,
comparar a narrativa em diferentes gêneros.
Passo 1 – Apresentar a quadrinha:
“É um animal que engole tudo,
Moeda, tampa e botão.
É uma ave que não voa,
Você sabe o que é então?”
Adaptação
de um trecho do livro :
” 

Fazer o questionamento:
- Quem já ouviu falar ou já viu um
avestruz?
- Quais as características deste animal?
- O que ele come?
- O que o título sugere?
- Geralmente este título remete a textos
científicos como o texto estudado no caderno 1 “beija-flor”, será que é igual,
pertence ao mesmo gênero, fala de seus hábitos alimentares?
Passo 2 – Durante a leitura
Inicia-se a leitura colaborativa ou
compartilhada com inferências do professor acerca do vocabulário e expressões: TPM,
Floripa, Higianópolis, struthio etc.
Quanto ao gênero, o texto corresponde ao que se esperava? É um artigo
científico ou uma narração?
A qual
gênero pertence?
Mostrar dentro da tipologia narrativa, que
há vários gêneros os quais contam histórias.
Que esse especialmente é uma crônica narrativa, assim fornecendo as
características do gênero, confrontando com conto, fabula e lenda.
Reflexão:
Perguntar se os alunos
entenderam o texto.
O que fez o menino mudar de idéia em
relação ao presente?
Os argumentos foram convincentes e
resolveram o problema?
Passo 3 - Após leitura
Propor uma reescrita do texto,
priorizando a dupla produtiva. Em seguida troca-se os textos para uma
revisão que posteriormente volta à dupla
autora, para reconhecer seus erros.
Ilustração da crônica em forma de charge,
ou caricatura.
Exibir o filme “Os pingüins do papai”, para as
comparações finais, exaltando a diferença, de que o menino queria receber um
presente inusitado, mas acabou desistindo e pensando em outro;.já no filme, o
protagonista recebeu um presente que não
era esperado, acabando adaptando o próprio apartamento para os pingüins.
Grupo 01
Ana Claudia Rosin Mattielo
Antônia Lucia Costa de Oliveira
Ana Rita Soares da Cunha Píton
Ana Mirela Lista Francisco
Demercina Lago Colho de Medeiros
Ivete Vargas Cruz
Sequência didática -1º Encontro -Texto: No aeroporto -Gelcina
CURSO: MELHOR GESTÃO - MELHOR ENSINO
PARTICIPANTES: Gélcina de Freitas Solana Regonato, Valeria Ap. Gennari Ceschn, Marcela Manfio Passini Solange Ap. Machado e Ana Maria Cantizani
TEXTO: NO AEROPORTO,
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
DIÁLOGO E REFLEXÕES
A Intenção é proporcionar uma reflexão mediada sobre a
amizade. A seguir alguns pontos da discussão:
·
Você já viveu intensamente uma amizade mesmo que
por pouco tempo?
·
O que esta vivência marcou em você após a
partida ou distanciamento desta pessoa?
LEVATAMENTO DOS
CONHECIMENTOS PRÉVIOS
Será feito um levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos por meio do título da crônica “No aeroporto”,
possibilitando ao aluno fazer antecipações a respeito da história que será
lida, estipulando objetivos da leitura com a turma, a partir das questões:
·
Como você imagina que seja um aeroporto?
·
Quais as situações que podem ser vividas em um
aeroporto?
·
Já ouviram falar no Aeroporto do Galeão? Em que
cidade do Brasil ele fica?
·
Já leram algum outro texto do autor Carlos
Drummond de Andrade?
·
O que poderia acontecer nesta história com este
título?
DURANTE A LEITURA
Fazer paradas estratégicas a fim de que eles façam
inferências, percebam características do gênero, conhecendo as palavras chaves
e ideias desconhecidas e realizando questionamentos acerca da personalidade do
personagem Pedro a partir das descrições do narrador.
DEPOIS DA LEITURA
·
Verificar se as hipóteses formuladas a partir da
reflexão inicial se confirmaram.
·
Promover uma análise geral do texto, apontando
para a quebra de expectativas feitas acerca do personagem – observando que esta
característica é própria dos textos de humor.
·
Explorar características como as escolhas linguístico-discursivas
da crônica, o suporte/ veículo de comunicação, público leitor, escolhas
linguísticas, dentre outras.
APROFUNDAMENTO /
AVANÇO
O texto de Carlos
Drummond de Andrade desconstrói conceitos e poderá beneficiar o crescimento da
consciência sobre a amizade entre pessoas diferentes, e tem como seu cerne o
princípio do respeito à diferença, portanto será a oportunidade refazer uma
releitura deste texto e solicitar aos alunos para que realizem uma produção
final cujo tema poderá ser uma vivência com alguém bem diferente e em que
medida esta convivência trouxe contribuições para a vida de ambos.
SUGESTÃO DE OUTROS
GÊNEROS TEXTUAIS COM A TEMÁTICA DA AMIZADE
FILMES: O menino do pijama listrado – Conta Comigo, A cura e O pequeno Nicolau.
Situação de Aprendizagem - No Aeroporto
Situação de
Aprendizagem – No aeroporto
Antes
da Leitura
ü Questionar
os alunos se já tiveram a oportunidade de conhecer um aeroporto?
ü Como
você imagina que seja um aeroporto? Quais os serviços que são oferecidos?
ü Apresentar
para a classe através de slides, fotos dois aeroportos. (Bauru e Campinas).
ü Fazer
a comparação dos dois aeroportos, pedir que identifiquem as semelhanças e as
diferenças entre os dois.
Durante
a Leitura
ü O
professor faz a leitura interagindo com a sala, grifando as palavras
desconhecidas e perguntando o seu significado, em seguida procurar no
dicionário.
Após
a Leitura
ü Questionar
o aluno sobre o autor.
ü Suas
obras.
ü Onde
o texto esta circulando.
ü Qual
seu publico alvo.
ü Fazer
uma intertextualidade com a Novela das oito “Salve Jorge” mostrar as pessoas
traficadas, como é feito o esquema, a facilidade que as pessoas têm na novela,
o que não acontece na vida real.
ü Trabalhar
a musica: Encontros e despedidas – analisar a musica
ü Fazer
um gráfico, quantas pessoas passas diariamente pelo aeroporto?
ü Fazer
a leitura do gráfico.
ü Fazer
uma produção escrita com o tema “Aeroporto”
Grupo 2- Terça feira 1º Encontro
Elaine Perazolli
Elizangela Santos
Lúcia Souza
Neide Barasca
Rosemary Silva
Sugestão de Situação de Aprendizagem
Situação de Aprendizagem
Texto: AVESTRUZ (Mário Prata)
1o Momento: ANTES DA LEITURA
- Trazer o conceito de animal de estimação;
- Fazer o levantamento dos tipos de animais de estimação que os alunos conhecem;
- Desenhar o animal de estimação e, se for o caso, desenhar o animal de estimação que gostaria de ter;
- Montagem de um painel com os desenhos dos animais de estimação dos alunos;
- Fazer uma tabela, enumerando a quantidade dos animais de estimação ( quantos cachorros, gatos, etc);
- Pesquisar na internet a respeito da avestruz (tamanho, peso, altura, habitat, hábitos, alimentação, etc);
- Discussão oral: questionar os alunos se a avestruz poderia ser um animal de estimação.
2o Momento: DURANTE A LEITURA
- Leitura em duplas, ou seja, o aluno com mais dificuldade e um aluno com menos dificuldade, lendo um para o outro;
- Leitura compartilhada do texto, com interferência do professor, checando as hipóteses feitas pelos alunos.
3o Momento: APÓS A LEITURA
- Desmontar o painel de desenhos, colocando numa caixa e realizar um sorteio entre os alunos dos desenhos;
- Cada aluno faz a descrição escrita, a partir da ilustração sorteada. (OBS: Se a escrita de algum aluno não for clara, solicita-se ao aluno que leia o que escreveu e o professor o ajuda a transcrever para a escrita convencional);
- Remontagem do painel apenas com as figuras;
- Leitura oral da descrição. A classe tenta descobrir a qual animal se refere e, posteriormente, coloca-se a descrição ao lado da imagem.
Grupo 1 da turma de Terça-Feira:
Maria Fernanda Migliorini
Ana Angélica da Silva Cabral
Daniele Nassif Ortolani Pollini
Danielle Sega Carazzatto
Luciana Veneziani Morales Pebone
Turma 1
Situação de Aprendizagem "No Aeroporto"
Texto:
E.E. Dr. Domingos de Magalhães
Profºs Vera- Clau- Pedro
Situação de Aprendizagem "No Aeroporto"
Texto:
No Aeroporto
Carlos Drummond de Andrade
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-la a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras e, a bem dizer, não se digne pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas intenções para com o mundo ocidental e o oriental e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.
Devo admitir que Pedro, como visitante, nos deu trabalho: tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou inoportuno. Suas horas de sono — e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia — eram respeitadas como ritos sacros a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da TV. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.
Objeto que visse em nossa mão, requisitava-o. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis — porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada sobre a razão íntima de seus atos.
Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte? Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade — e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário, de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.
Extraído de: Cadeira de balanço. Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1976, p. 61, 62.
A Teoria na PráticaE.E. Dr. Domingos de Magalhães
Profºs Vera- Clau- Pedro
Turma 1- Grupo 6
Aeroporto
(Carlos Drummond de Andrade)
Aeroporto
(Carlos Drummond de Andrade)
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-la a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras e, a bem dizer, não se digne pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas intenções para com o mundo ocidental e o oriental e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.
Devo admitir que Pedro, como visitante, nos deu trabalho: tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou inoportuno. Suas horas de sono — e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia — eram respeitadas como ritos sacros a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da TV. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.
Objeto que visse em nossa mão, requisitava-o. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis — porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada sobre a razão íntima de seus atos.
Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte? Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade — e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário, de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.
(Extraído de: Cadeira de balanço. Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1976, p. 61, 62.)
Perguntas sobre o texto : Aeroporto
1) O texto Aeroporto de Carlos Drummond de Andrade, trata-se de:
a) uma crônica
b) uma fábula
c) uma poesia
d) um conto
e) uma notícia
(reconhecer os diferentes gêneros e suas funções)
2) Leia o seguinte trecho retirado do texto e responda:
“Fui levá-lo ao galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor.”
- Pedro foi levado para o galeão, que lugar é esse?
- O que é um quadrimotor?
(utilizar conhecimento de mundo para compreensão do texto
3) Por que Pedro se comunicava apenas através de gestos e expressões?
(elaborar inferências)
4) Quanto tempo Pedro passou na casa do amigo?
(localizar informações no texto)
5) Como é o amigo de Pedro?
(caracterizar personagens do texto a partir de pistas dadas – elaborar inferências))
6) Como era Pedro?
(caracterizar personagens do texto – integrar informações explícitas do texto)
7) Por que as pessoas andavam na ponta dos pés, ou descalços, levando tropeções no escuro?
(elaborar inferências)
8) Na expressão: “...e lhe apraz dormir não só a noite mas principalmente de dia”
A palavra apraz, significa:
a- agrada.
b- irrita.
(identificar contextualmente sinônimos de palavras)
9) O que o autor quis dizer com a frase: “ De repente o aeroporto ficou vazio.” ?
(interpretar frases e expressões do texto)
10) Que relação podemos estabelecer entre o título (Aeroporto) e o texto?
(apreender sentido geral do texto)
Relato de Experiência da Professora:
Segui exatamente a situação de aprendizagem que elaboramos. Escolhi um 9º ano para colocá-lo em prática, utilizei quatro aulas, e foi desenvolvido na Sala de Leitura, em parceria com a professora da sala de leitura, da coordenação e também da direção, que disponibilizou espaço e material Tudo isto fez com que o projeto fosse um sucesso. Após a última atividade da nossa situação de aprendizagem, ainda acrescentei as seguintes:
* utilização de sala de informática: a turma foi separa em grupos para as seguintes pesquisas e posterior socialização:
- aeroporto galeão ( onde fica?, sua importância política, econômica e social, história/ curiosidades, importância pra copa do mundo...
- biografia de drummond
- obras de drummond
- temática de suas obras
- sua importância em nossa literatura
* Avaliação do projeto:
Gostaria de ressaltar que procurei utilizar o máximo possível da tecnologia para tornar o projeto dinâmico e atrativo, assim, as atividades foram apresentadas em forma de slides, no data show. Coloquei de fundo, nos momentos de reflexão, canções que retratam o rio de janeiro (mpb). Os alunos utilizaram a Sala de Informática para fazer pesquisas e preparar socialização.
* Considerações finais:
Os alunos gostaram da abordagem do assunto, por isso, obtive 100% de participação e aproveitamento. Acredito que a tecnologia foi fundamental para despertar o interesse. Eu, como professora fui uma mediadora das próprias descobertas dos alunos. Isso me deixou bastante satisfeita, pois não gosto de passar conteúdos, gosto de criar oportunidades para que meu aluno crie seus conceitos, suas teorias, seu conhecimento.
Slides utilizados na aula:
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